Casa de poeta,é um canto onde vc pode ver o tudo e o nada, o ontem e o hoje, o Amor e o ódio, a razão e a emoção, a verdade e a inverdade, o senso bom e mal, a luz e a escuridão, a certeza e um precipício e de qualquer forma é uma possibilidade de se iniciar uma troca de idéias, uma prosa, um perrengue, uma quizila, um arranca rabo, um fuzuê ou qualquer outra forma de comunicação onde envolva mais de uma idéia!!! portanto se cheguem para somar e bote pegado!!!!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Oitiva da atualidade
A contra-versão sempre existiu na história do homem, basta analisar cuidadosamente a formação histórica das civilizações que entenderemos a gana do homem, por sair na frente a qualquer custo. A grande diferença com a situação atual é que hoje há uma despudorada falta de respeito mutuo, entre contra-versão e poder público instituído, digo falta de respeito porque mais parecem rivais um do outro em disputa por território. A todo momento escutamos através dos veículos comunicativos a divulgação de chacinas, assassinatos, rebeliões, queima de arquivos, tráfico de drogas, corrupção, guerras de gangues, confrontos entre poder público e poder paralelo do tráfico, além de sequestros e todo tipo de violências imagináveis e inimagináveis. A banalização da vida é uma coisa tão presente no nosso cotidiano, que as pessoas referem-se ao poder do crime organizado como se fosse normal uma atrocidade dessas, olhem o que se ouve hoje nos telejornais: Poder público, poder paralelo, crime organizado, força do tráfico, forças públicas, referem-se ao um bando de traficantes de drogas que matam por nada, como CRIME ORGANIZADO, os caras criam partido, comandam rebeliões sincronizadas, assaltos, sequestros, encomendam assassinatos, negociam com políticos, conseguem armamento pesado e criam redes de informantes e informações, que os colocam não à frente das forças públicas, mas atraz deles os observando, corrompendo-os, matando-os e deixando claro que somos vulneráveis e estamos a mercer de marginais organizados, dentro e fora dos parâmetros legais. Chega doer em mim quando escuto nos noticiários os termos "Crime organizado, quadrilha, poder paralelo, PCC e poder do tráfico" é um insulto para humanidade admitir que pessoas vivendo totalmente na contra-versão, estabeleçam regras, ditem normas e caminhem paralelamente com as instituições desfrutando de poder e disputando espaço nas mídias. Parece que o próprio sistema cria marcas para o crime, divulgando dia a dia suas façanhas e aceitando como natural, que bandidos sejam heróis do submundo, glorificados e preenchendo o horário nobre com exemplos de impunidade e fraqueza do poder público falido e desorganizado, enquanto afanadores da intelectualidade humana multiplicam-se, em nome da verdade absoluta. Só ficarei feliz no dia que um jornalista ao invés de dizer: " hoje o poder paralelo do tráfico desafiou novamente as instituições" diga: "Hoje o poder público instituído desarticulou mais uma tentativa de criminosos de se organizarem, frustrando um possível encontro e aliança entre bandidos, e prenderam os idealizadores e principalmente fornecedores, depois de uma investigação rápida que levou os policiais a garantiram a paz em determinada periferia." Só que ao invés disso, a gente ouve a divulgação de como bandidos são poderosos e organizados, que o poder paralelo existe, que são criadas regras de bom convívio na meio da putrefação social, e essas regras e leis paralelas, (olha só que horror,"leis paralelas") ainda são divulgadas para que um bando não invada o território do outro, e assim a rivalidade não desencadeie uma guerra, e todos fiquem em suas casas fingindo que está tudo maravilhoso, a violência está controlada, e aqui ou ali são locais seguros. Ser seguro! olha só que terrível, somos homens e mulheres livres, o mundo é nossa casa, temos nossas cidades e bairros, e precisamos encontrar lugares seguros para viver. Antes fugiamos dos animais, das feras selvagens, agora nos escondemos de nós mesmos, nossa sociedade é tão covarde que ao invés de criar indivíduos pensantes, cria monstros gananciosos formados apartir de exemplos de dentro do próprio sistema, o sistema é tão estripador do social, que dita as regras do bom convívio, mas mostra uma realidade aos seus compatriotas muito diferente da suposta igualdade que prega a todos, quem nunca pensou em ter bens e poder que atire a primeira pedra, que renuncie a tudo ou prove do veneno servido no copo dos desesperados, desesperados por viver em paz, dignamente, sem andar abaixado dentro casa, sem temer levar uma surra de um agente em parada para revista, desesperado por ver seus direitos de ir e vir serem violados por toques de recolher, suas vidas tiradas por balas que não foram perdidas mas sim, partiram da arma de alguém e eliminaram covardemente uma ser humano embora que descamisado. Somos vítimas da negligência estrutural de uma sociedade culturalmente distorcida em seus valores primordiais, colocamos a cada dia nas ruas um monte de cérebros desavisados que partem das salas de aulas para um mundo sem a menor capacidade de refletir, somos como disse o senador C. Buarque DF: "Incineradores de cérebros" e assim comprometemos o futuro do país, do planeta e até a nossa própria existência.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Apóstrofo
e o azul me confunde,
e por mais que eu lute
não vou entender,
o desespero
que o infinito causa,
que por sua causa,
causa há de haver.
Ás vezes penso que ser diferente,
isso faz da gente, a gente morrer.
Ás vezes penso em ser anormal,
porque ser normal é anormal dizer.
Eu penso tanto, que pensar me faz,
pensar que jamais, alguém vai entender.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Quem?
Quem segue um caminho novo, é visto como aventureiro.
Quem segue um caminho difícil, é visto como penitente.
Quem leva uma vida casta, torna-se supostamente salvo.
Quem anda "bem" acompanhado diz saber aonde vai.
Quem com mal companhia faz tracho, vive trincheirado.
Quem segue caminhos tortuosos, é visto como louco.
Quem é louco para ser visto como normal as vezes consegue.
Quem é cego as vezes consegue ver além da escuridão.
Quem não saber ser o que é, é apenas o que dizem ser.
Quem consegue estabecer vínculos, vínculado torna-se.
Quem consegue duplicar o que tem, é visto como empreendedor.
Quem consegue duplicar o que sente, as vezes é visto como devasso.
Quem consegue devastar nações é visto como herói.
Quem consegue vender muito de sí, nada tem para entregar.
Quem condena o que jamais sentiu, morrerá amargurado e só.
Quem domina o indomável, poder acordar domado.
Quem sabe, tem a sabedoria á frente da lingua.
Quem pensa que sabe, tem a lingua diante da "sabença".
Quem expropria sua vontade, esfola a própria existência.
Quem desconhece a sí, ignorará eternamente a liberdade alheia.
Quem nunca teve vontade de dizer: "Eu te amo" não deve ter nascido,
e se nasceu e ainda está vivo dever ser um morto andando.
O importante não é QUEM e sim, o que é?.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Traços e retalhos!
Amei vc o quanto pude,
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Perguntas de um trabalhador que lê
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedras?
E a Babilônia tantas vezes destruida,
quem a ergueue outras tantas?
Em que casas da lima radiante de outro
moravam os construrores?
Para onde foram os pedreiros na noite em que
ficou pronta a muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos de truinfo.
Quem os levantou? Sobre QUEM triunfaram os Céares?
A decantada Bazâncio só tinha palácios para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida, na noite em que o mar a engoliu,
os que se afogavam gritando pelos seus escravos.
O joven Alexandre conquistou a Ídia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses.
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe da Espanha chorou quando sua Amada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a guerra dos sete anos.
Quem venceu, além dele?
Uma vitória em cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava suas despesas?
Tantos relatos.
tantas Perguntas.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Desconstrução
Nem todo canto cantado é recanto!
Nem toda verdade dita é bem-dita!
Nem toda face polida é pálida!
Mas toda palidez se mostra,
toda verdade bem-dita foi virada,
tudo que é canto se nota,
todo conto se esgota.
Então faça sempre você mesmo!
Pense sempre você mesmo!
E desconfie principalmente de você mesmo!
Desconstrua sua estrada!
desobstrua sua entrada!
Forçe sua mente!
Diga o que você sente!
Fuce de repente!
Viva e arrembente!
"Quando uma sociedade está organizada de tal modo que só promove o bem a uma parte de seus integrante, é um sinal de que ela está mal organizada e totalmente desviada dos objetivos que justificam a sua existência" (Dalmo de Abreu Dallari)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Liberdade Eterna
Enquanto a noite tece sua teia neblinosa e turva, olhos de gatos a espreitam e furteiam.
Enquanto as manhãs se levantam enchendo o mundo de luz, olhares se cruzam alheios.
Enquanto a vida passa vagarosamente e espinhosamente, beijos tomam lugares.
Enquanto a morte carrega o preço fatal da liberdade eterna, vidas se gastam, cegas.
Enquanto o amor suplanta o ódio e engole a realidade, a mentira guia o amanhecer subservientemente condicionado à verdade absoluta.
Quisera ter olhos de um falcão, deixaria de ser presa.
Quisera ter a velocidade de um puma, alcançaria o destino.
Quisera apenas ser ouvido, usaria voz divina.
Ontem eu era apenas menino, hoje eu sou apenas vivido, amanhã estarei removido e tudo passará despercebido.
Quem disse que a vida não é apenas um meio de encontrar a morte?
Quem disse que a morte é o único sentido da vida?
Quem disse que a vida é eterna, desconsiderou que o "antes da vida" ainda não foi
eternizado e tão pouco considerado.
Quem disse que a morte é um novo começo, não considerou que tal vida já foi começada, vivida e acabada.
Quer me dar a liberdade? Dê-me agora ou cale-se eternamente.